7 cuidados com o veículo em dias de altas temperaturas
21/10/2026

Dias de calor intenso mudam mais do que a temperatura dentro do carro. Quando os termômetros sobem, alguns sistemas e componentes do veículo passam a trabalhar em condições mais exigentes e isso merece atenção, principalmente em frotas que circulam diariamente.
Sistema de arrefecimento, pneus e bateria estão entre os itens que podem sentir os efeitos das altas temperaturas. Por isso, períodos mais quentes reforçam uma regra que vale o ano inteiro: manutenção preventiva e atenção aos sinais do veículo são as melhores formas de evitar imprevistos.
Mas quais cuidados realmente fazem diferença?
1. Sistema de arrefecimento: atenção redobrada à temperatura do motor
O sistema de arrefecimento tem justamente a função de manter o motor trabalhando dentro da faixa adequada de temperatura. Em dias muito quentes, essa tarefa se torna ainda mais importante.
Radiador, líquido de arrefecimento, reservatório, mangueiras, bomba d'água e ventoinha fazem parte desse conjunto. O DNIT inclui o sistema de arrefecimento entre os itens que devem ser observados na manutenção preventiva, enquanto a Polícia Rodoviária Federal reforça a importância de manter o fluido no nível adequado para ajudar a controlar a temperatura do motor.
Na rotina, o motorista deve estar atento principalmente ao indicador de temperatura e às luzes de alerta do painel.
Se houver sinal de superaquecimento, o correto não é simplesmente continuar rodando até chegar ao destino. A situação deve ser tratada como um alerta e o veículo precisa ser avaliado.
E há um cuidado importante: nunca abra o reservatório do sistema de arrefecimento com o motor quente. O sistema trabalha sob pressão, e o líquido aquecido pode causar queimaduras. A verificação deve ser feita com o motor frio e seguindo as orientações do fabricante.
2. Pneus quentes não devem ser tratados como pneus descalibrados
Aqui existe uma dúvida comum.
À medida que o pneu roda e aquece, sua pressão naturalmente aumenta. Isso significa que medir a pressão logo depois de um percurso pode indicar um valor maior do que aquele encontrado com o pneu frio.
Por isso, a Michelin recomenda que a calibragem seja verificada preferencialmente com os pneus frios, depois do veículo permanecer parado por pelo menos duas horas ou ter percorrido menos de três quilômetros em baixa velocidade. A fabricante também alerta para não esvaziar um pneu quente apenas porque a pressão medida naquele momento está acima da recomendação.
O valor correto de calibragem não deve ser definido “no olho” nem repetido de um veículo para outro. É preciso seguir a indicação do fabricante, considerando inclusive a carga transportada.
Além disso, vale observar cortes, deformações e desgaste da banda de rodagem. Temperatura ambiente, pressão inadequada, carga, condições do asfalto e alinhamento estão entre os fatores que interferem na durabilidade dos pneus.
Para uma frota corporativa, criar uma rotina simples de conferência ajuda a identificar alterações antes que elas comprometam a operação.
3. O calor também pode afetar a bateria
É comum associarmos problemas de bateria apenas aos dias frios, mas temperaturas muito altas também podem acelerar o desgaste desse componente.
O calor excessivo favorece reações químicas e processos de corrosão dentro das baterias automotivas, podendo reduzir sua capacidade e sua vida útil ao longo do tempo. Fabricantes de baterias destacam justamente as altas temperaturas como um dos fatores que aceleram esse envelhecimento.
Alguns sinais merecem atenção, como dificuldade na partida, luzes do painel apresentando alterações ou outros comportamentos anormais do sistema elétrico.
Isso não significa que o condutor precise diagnosticar a bateria por conta própria. Ao perceber mudanças no funcionamento do veículo, o ideal é comunicar a ocorrência e solicitar uma avaliação.
4. Ar-condicionado também merece manutenção
Nos dias mais quentes, o ar-condicionado passa naturalmente a ser utilizado com maior frequência.
Por isso, seu funcionamento deve fazer parte das verificações periódicas do veículo. Redução significativa no fluxo de ar, demora excessiva para refrigerar a cabine, ruídos ou odores diferentes podem indicar necessidade de avaliação.
Filtros e demais componentes devem ser verificados conforme o plano de manutenção recomendado para cada modelo.
Além do conforto, manter o sistema funcionando corretamente evita que um problema seja percebido justamente quando o veículo está sendo usado em um período de calor mais intenso.
5. Borrachas e palhetas também precisam ser observadas
Nem todos os efeitos do calor aparecem no motor.
Palhetas do limpador, borrachas e outros componentes expostos ao sol e às variações de temperatura também precisam ser observados periodicamente.
A PRF recomenda verificar se as borrachas das palhetas estão ressecadas ou deformadas e se conseguem limpar o vidro de maneira uniforme.
Esse cuidado pode parecer pequeno em dias secos e ensolarados, mas faz diferença quando o calor dá lugar às chuvas de verão e o motorista precisa de boa visibilidade.
6. Estacionar ao sol exige alguns cuidados simples
Nem sempre é possível encontrar uma vaga coberta, especialmente para veículos que passam boa parte do dia em deslocamentos.
Quando houver opção, estacionar em locais protegidos da incidência direta do sol ajuda a reduzir o aquecimento da cabine. Para períodos prolongados, essa escolha também diminui a exposição contínua dos materiais internos.
Ao retornar ao veículo muito aquecido, abrir portas ou vidros por alguns instantes antes de iniciar o trajeto pode ajudar a dissipar parte do ar quente acumulado na cabine.
E vale o alerta que independe da manutenção do carro: crianças e animais nunca devem permanecer sozinhos dentro de um veículo estacionado, mesmo por períodos aparentemente curtos. A temperatura interna pode se elevar rapidamente e representar risco à saúde.
7. Não espere um alerta virar uma pane
Talvez o cuidado mais importante durante períodos de temperaturas elevadas seja também o mais simples: não ignorar os sinais do veículo.
Luz de temperatura acesa, dificuldade de partida, perda de eficiência do ar-condicionado, ruídos incomuns ou qualquer alteração no funcionamento devem ser comunicados.
Para empresas, esse comportamento pode inclusive fazer parte da política de uso da frota. Quanto mais cedo uma anormalidade é identificada, mais fácil é encaminhar o veículo para avaliação sem esperar que um problema interrompa um deslocamento, uma visita ou uma atividade da equipe.
Em uma frota corporativa, prevenção também significa disponibilidade
Os cuidados com altas temperaturas não precisam se transformar em uma série de tarefas técnicas para os colaboradores.
O papel do condutor é principalmente usar o veículo de maneira adequada, realizar as verificações simples recomendadas e comunicar sinais de alteração. Inspeções técnicas, revisões e reparos devem ser realizados por profissionais especializados e de acordo com as orientações de cada fabricante.
Na locação corporativa da Versa, a manutenção preventiva e a assistência técnica 24 horas estão entre os serviços incluídos, ajudando as empresas a manter os veículos preparados para a rotina de trabalho.
Porque, em períodos de calor intenso ou em qualquer época do ano, cuidar da frota é também uma forma de proteger a operação.
Sua empresa precisa de veículos preparados para acompanhar a rotina do negócio? Conheça as soluções de locação corporativa da Versa.